livro o dia em que a vovó do banze morreu

Livro infantil explica a morte para crianças

Com linguagem simples e sem fantasiar sobre o assunto, a obra se propõe a ajudar crianças em luto

O dia em que a vovó do Banzé morreu, escrito por Mylena Cooper, é o primeiro banzelivro do Brasil voltado para crianças que trata sobre a morte. A obra, que conta a história de um macaquinho, explica de forma simples e leve o que acontece quando alguém morre e chama a atenção para a importância de falar com as crianças sobre esse assunto. O conteúdo é baseado em anos de estudo na psicologia do luto e em experiências relatadas.

“O livro traz sugestões para ajudar a explicar alguns aspectos práticos da morte, sem entrar no mérito religioso ou no pós-morte. É uma forma de abrir diálogo com a criança, já que evitar o assunto pode torná-la um adulto mais frágil e com bloqueios”, diz a autora.

Mylena reforça que a verdade é sempre a melhor opção.  Falar que a pessoa falecida foi viajar, por exemplo, cria a expectativa da volta e faz a criança pensar que a pessoa se esqueceu dela. Comparar a morte com um sono profundo, ou com dormir, também pode causar transtornos. “As fantasias, como ‘virou uma estrela’ ou ‘agora tem asas’, é sempre melhor deixar para a própria criança desenvolver da forma que for mais confortante para ela”, aconselha.

Um bom começo, segundo a autora, é descobrir o que a criança pensa sobre a morte. “É surpreendente ver a percepção que elas já possuem. A morte está nos desenhos, livros e filmes infantis, nos noticiários e nas conversas dos adultos. Muitas crianças já vivenciaram a perda de um peixinho, um gato ou um cachorro. Além disso, elas só perguntam sobre aquilo cuja resposta estão prontas para ouvir”, diz.

Ouvir e dar carinho

Levar a criança ao velório ou ao cemitério não é errado. Segundo Mylena, não se deve forçar, mas pode-se encorajar a criança a ir. “As crianças são membros da família e têm direito de participar desse momento para esclarecer suas dúvidas e fantasias. Participar das etapas faz com que elas se sintam importantes. As visitas ao cemitério ou à Sala de Memórias de cinzas são boas aberturas para elas exporem o que sentem”, afirma.

O livro também esclarece que é normal chorar e expressar tristeza, e que a criança não tem culpa sobre a morte da pessoa querida – o que é comum ocorrer. Mas, acima de tudo, esclarece Mylena, o que as crianças mais precisam nesses momentos é se sentir amadas e seguras. “Conhecimento nenhum é mais poderoso do que o amor. É tudo de que a criança precisa: bons ouvidos e um bom colo”, resume.

Sobre a autora

Mylena Cooper é publicitária e empresária do ramo funerário. Representa o Brasil, junto a mais de 80 países, no Comitê da FIAT-IFTA (Federação Internacional de Associações de Tanatologia), a maior organização mundial do segmento e do estudo da morte. Em 14 anos de carreira, participou de centenas de congressos nacionais e internacionais relacionados ao luto. Pesquisadora da psicologia do luto e de ritos fúnebres, Mylena tem seu trabalho voltado ao auxílio no processo da perda. A autora é sócia-diretora da Funerária Vaticano, dos Crematórios Vaticano e do Cemitério Vaticano.

Onde comprar

O livro O dia em que a vovó do Banzé morreu pode ser encontrado na Capela Vaticano, em Curitiba (PR), por R$12,90, ou ainda nas Livrarias Curitiba por R$19,90 (clique aqui para comprar online). Empresas do ramo funerário que tiverem interesse em adquirir o livro para revenda para ajudar crianças em luto podem entrar em contato pelo telefone (41) 3153.7428 ou (41) 3153.7427.

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