Luto infantil: como falar da morte para crianças

Luto infantil: como falar da morte para crianças

Se compreender a morte e lidar com a perda de uma pessoa próxima já é difícil para adultos, imagine para as crianças. Trabalhar o luto infantil é um desafio e uma dúvida que muitos pais têm, e é um assunto que precisa ser abordado com muito carinho e cuidado para que a criança possa encarar a morte como um processo natural da vida. Na tentativa de proteger e poupar os pequenos do sofrimento e da tristeza muitos adultos preferem não falar sobre o assunto ou dar explicações mágicas para a ausência de quem se foi. O que acaba dificultando a compreensão da morte e criando expectativas dolorosas. Afinal, “se a vovó foi viajar” ou “se está dormindo” a criança vai querer saber quando ela volta ou quando vai acordar. Em seu livro infantil O Dia em que a Vovó do Banzé Morreu, a diretora do Crematório Vaticano, Mylena Cooper, traz uma mensagem para os adultos e ressalta a importância de abrir um diálogo com a criança. “Nós só perguntamos sobre o que estamos prontos para ouvir. As crianças não são diferentes. É importante que elas nos mostrem e nos digam o quanto estão preparadas. Criar abertura e ouvir é sempre a melhor opção”, destaca Mylena. Leia também:  Livro infantil explica a morte para crianças

Mas qual a melhor maneira de falar sobre a morte com as crianças?

Não existe uma fórmula mágica ou um jeito certo. O primeiro passo é descobrir o que a criança já pensa sobre o assunto. Ela muito provavelmente já deve ter se deparado com a morte em desenhos e filmes infantis, nas conversas dos adultos e até mesmo na perda de um peixinho, um gato ou um cachorro. “Trabalhar a morte dos bichos de estimação, das plantas e dos insetos de forma realista ajudará na compreensão do que é o falecimento e da sequência da natureza”, explica Mylena. Além disso, é importante lembrar que quanto menor é a criança, mais ela acredita que a morte é algo reversível. Por isso, é  fundamental usar um vocabulário fácil e adequado para a idade. E, claro, estar aberto a responder às perguntas da criança e oferecer carinho e conforto para que ela se sinta segura.

Como o luto infantil se manifesta?

Da mesma forma que os adultos têm diferentes maneiras de viver o luto, os pequenos - mesmo os que já entendem o que é morte - se comportam de formas distintas diante da perda de uma pessoa querida.. É um momento muito difícil em que os todos estão lidando com seus próprios sentimentos, mas essa situação não pode impedir que seja dada a devida importância ao luto infantil. Explicar porque os adultos estão chorando e como isso é um sentimento normal faz com que os pequenos também possam desabafar. “Tentar esconder pode fazer a criança achar que é errado ou feio sentir-se triste ou chorar. Ela pode ficar com medo de que você ou outra pessoa morra. Dizer que você pretende viver muito pode acalmá-la”, destaca Mylena Cooper. O psicólogo Adenir Pevedello explica que em alguns casos o acompanhamento psicológico pode ser necessário para evitar traumas nos pequenos. “Observe a criança neste período de luto, e os sinais que devem ser levados em consideração. Afastamento, depressão e solidão são algumas das características que podem indicar a necessidade de um profissional”, explica.

Levar ou não a criança ao velório ou ao cemitério?

Essa é uma dúvida comum das famílias e depende de muitos fatores como a idade, o estado emocional e o próprio desejo da criança.  Mas Mylena Cooper ressalta que os pequenos fazem parte da família e têm direito a participar das cerimônias de despedida, principalmente como forma esclarecer suas dúvidas. “Não se deve forçar, mas pode encorajá-las a ir. Participar das etapas faz com que elas se sintam importantes. As visitas ao cemitério ou à sala de memórias de cinzas são boas aberturas para elas exporem o que sentem”.

O dia em que a vovó do Banzé morreu

Escrito por Mylena Cooper e lançado em 2017, O dia em que a vovó do Banzé morreu é o primeiro livro do Brasil voltado para crianças que trata sobre a morte.  A obra traz uma linguagem simples e delicada que, sem entrar no mérito religioso ou no pós-morte, abre um diálogo com as crianças e explora a experiência do luto infantil. O livro pode ser encontrado na Capela Vaticano, em Curitiba (PR), por R$19,90, ou diretamente aqui em nossa loja virtual por R$19,90 (clique aqui para comprar online). Empresas do ramo funerário que tiverem interesse em adquirir o livro para revenda para ajudar crianças em luto podem entrar em contato pelo telefone (41) 3153.7428 ou (41) 3153.7427.

Portal Vaticano

A Vaticano possui a mais completa estrutura para melhor atender seus clientes, contando com Capelas de Velório, Cemitério, Crematórios, Crematórios Pet, Floricultura e Distribuidora de Flores. Buscamos constantemente o aprimoramento no atendimento às famílias enlutadas e de nossos profissionais. Estamos sempre em busca de inovações no setor. É uma empresa de origem familiar, e hoje, é administrada pela terceira geração.