Luto. Cada pessoa lida com essa dor de maneira individual!

O luto não é uma síndrome, tampouco uma doença. Cada pessoa lida com essa angústia de maneira individual e particular, manifestando seus sentimentos de formas bem distintas, que vão desde crises de choro até o silêncio total.

O processo de luto é algo dinâmico, compreendido como a reação ou resposta diante do rompimento de um vínculo significativo. Entende-se que não há duração determinada, nem fases preestabelecidas e que, para cada tipo de perda, deve-se considerar os fatores e circunstâncias relacionados à perda e seus significados, dentre eles o contexto, a natureza do que foi perdido, a existência de rede de apoio, a personalidade do enlutado e estresses concomitantes (Franco, 2010; Worden, 2013).

Imagem/internet

Não existe motivo nenhum para se envergonhar em estar de luto e ao mesmo tempo tentar ressignificar cada dia, portanto é necessário viver este momento de dor e acolhê-la. A morte de quem se ama é uma dor enorme e ninguém pode medir e julgar por quanto tempo deve durar. Entretanto, quando essa dor impede de viver, paralisa a pessoa, tem algo errado. Aceitar e compreender tudo que está acontecendo no momento pode parecer muito difícil, e os limites devem ser respeitados pois fazem parte do processo.

Porém a vida é dinâmica e se faz necessário lidar com as memórias de quem se foi, lembrando que para cada indivíduo da família este movimento pode ser diferente, cabendo respeitar a dor do outro, bem como a reorganização da vida como um todo.

O luto não elaborado, em algumas situações pode, inclusive, desencadear distúrbios psicológicos mais sérios como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, estresse, alopecia, alergias, entre outros problemas. Sendo que pensamentos suicidas também podem fazer parte do indivíduo enlutado.

Segundo Oliveira (2012) luto patológico é aquele em que os problemas emocionais, cognitivos e psíquicos relacionados a perda de alguém se mantém mesmo depois de um período de seis meses a dois anos, o tempo considerado razoável para resolução do luto. Embora o tempo tenha passado, algumas pessoas não conseguem elaborar bem a perda e permanecem em grande sofrimento, sem se adaptar à nova realidade. Acabam por se isolar dos meios sociais, sobretudo aqueles lugares frequentados também pelo ente falecido. Muitas vezes não são capazes de falar sobre a morte, algo já esperado com passar dos meses.

É importante estar consciente da possibilidade de viver a vida; paciência e perseverança são essenciais nesta caminhada. Buscar apoio psicológico nesse momento é fundamental. A psicoterapia não vai tirar imediatamente a dor, mas poderá trazer recursos para aprender a lidar com ela, tornar mais suave essa trajetória de redescobertas e ajudar no aumento do repertório comportamental de ações a realizar em prol da saúde mental.

 

Por Andréa Arruda – Psicóloga Clínica - Contato - 47 98426-9307

CRP 12/20615

Parceira Vaticano em Santa Catarina

 

 

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