Morcego e Covid-19 saiba a relação entre eles

Morcego e Covid-19 saiba a relação entre eles

O novo coronavírus provocou a maior crise sanitária nos últimos anos. Em alguns países o ritmo de contaminação parece ter baixado, mas ainda se espalha pelo o mundo inteiro. O vírus abalou a economia mundial, deixou vários países em crise por conta do isolamento social, as viagens foram restritas, escolas, indústrias e empresas de negócios fecharam, além de causar outras consequências sociais e econômicas ainda difícil de calcular.
Neste momento existem vários pesquisadores pelo mundo que trabalham de modo incessante para descobrir como o coronavírus passou de animais para humanos. Um dos suspeitos é o morcego, que é capaz de voar e espalhar excrementos infectados. No mês de junho de 2020 uma equipe internacional de 14 cientistas analisou a sequência genética de 781 coronavírus  encontrados em morcegos, na China e segundo a revista Science, mais de um terço deles nunca foram descritos na literatura médica. Embora ainda não se afirma com precisão que a origem do Sars-Cov-2, vírus que causa a Covid-19 seja transmitida dos morcegos para seres humanos. Porém a análise destacou o gênero Rhinolophus conhecido como morcego-ferradura, como crucial para a evolução do coronavírus. Os cientistas descobriram que um coronavírus encontrado no morcego-ferradura era 96,2% idêntico à sequência do Sars-Cov-2 (síndrome respiratória aguda grave 2).

Entre 2010 e 2015 cientistas chineses capturaram centenas de morcegos em várias províncias chinesas onde extraíram a saliva, fezes e analisaram, montaram um estudo que se transformou em uma árvore genealógica de coronavírus para que fosse identificado a diversidade do vírus. E a teoria para a origem do Sars-cov2 é que realmente é um vírus de morcego há muito tempo. Pulou em outra espécie, onde se transformou em uma variante que mais tarde infectou seres humanos. Outro animal que está em análise e relacionado a transmissão do vírus para os humanos, é o pangolim, mamífero que possivelmente se alimenta de folhas infectadas com excrementos dos morcegos. Esses animais estão em extinção e são vendidos em mercados e feiras ilegais, na cidade de Wuhan, na China.
    Ser infectado por doenças transmitidas por animais não é algo novo. Nos últimos 50 anos ocorreram várias crises de doenças desse tipo. O HIV veio do macaco, a gripe aviária de pássaros, a gripe suína de porcos e o SARS e o Ebola vieram dos morcegos.
De acordo com alguns especialistas três fatores promovem as pandemias com mais frequência. As mudanças climáticas que estão alterando o habitat e a cadeia alimentar dos animais. O aumento da população nas cidades, quanto maior e populosa, mais espaços para ratos, ratazanas, assim surgem mais bactérias e vírus que vão sofrendo mutações. Doenças que são processo evolutivo e vão encontrar novos hóspedes para se alojar. Se o sistema imunológico não conseguir combater esse vírus ou bactéria, o corpo fica doente.
Aumento das viagens internacionais também é um grande fator. Na década de 1970 o tráfego aéreo anual era de 310 milhões, hoje, até março de 2020  era mais de 4 bilhões ao ano. Com isso, a capacidade dos vírus viajarem também triplicou tornando as doenças contagiosas uma ameaça mundial.
Porém a grande parte da responsabilidade para amenizar o contágio é dos governos e das autoridades sanitárias: melhorar a limpeza e tratar o lixo.
De acordo com pesquisadores as pandemias irão fazer parte do nosso futuro, por conta de outros fatores que estão por trás que não vão mudar. Enquanto as cidades e as desigualdades continuarem crescendo, as mudanças climáticas continuarem a impactar o ecossistema, essas doenças continuarão sendo transmitidas de animais para humanos.


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