Saiba as dicas da tanatopraxista Nina Maluf de como retirar os EPIs sem ter risco de contaminação

Saiba as dicas da tanatopraxista Nina Maluf de como retirar os EPIs sem ter risco de contaminação

Atuz 2020-05-12 13:20:00 - Curiosidades e Notícias

Os profissionais do setor funerário também precisaram se adequar às medidas de proteção e contenção ao Covid-19. Embora poucas pessoas saibam, mas o risco de contaminação por doenças infecciosas dos profissionais que trabalham com a tanatopraxia  também é muito alto. O médico Edmilson Migowski  explica que após a morte um corpo infectado pelo novo coronavírus pode continuar contaminando outras pessoas. Pois o vírus pode ser eliminado pelos poros, por isso, é muito importante evitar contato com pessoas que morreram de Covid-19.

Portanto, a colocação correta dos Equipamentos de Proteção Individual - EPIs é tão importante quanto à retirada deles. Os EPIs servem para proteger os profissionais que trabalham direto com pessoas contaminadas sejam elas doentes ou falecidas. Uma vez que protegem todo o corpo do profissional para que trabalhe com mais segurança e menos risco de contágio. Apesar de não ser nada confortável  para os profissionais, porém é um ritual necessário. A colocação dos EPIs é mais tranquila porque ainda estão sem uso, esterilizados, porém o cuidado é maior quando o profissional for retirá-los.

De acordo com Nina Maluf, tanatopraxista e muito ativa no setor funerário, comenta que não adianta saber colocar um EPI e não saber retirar. Porque é na retirada que corre o risco de contaminação. Nina dá algumas dicas de como  retirar os EPIs com mais cuidado.

Foto:divulgação

No caso dos profissionais da tanatopraxia o ideal é usar dois pares de luvas, uma por cima da outra. Lembrando que as luvas não são barreiras cem por cento para microorganismos.

Primeiro passo: Inicia com a retirada do EPI mais contaminado que são as luvas. Levanta uma das  luvas próximo ao punho, e leve até a metade das mãos, amassa e puxa até que ela saia do avesso e descarta, a segunda luva retira colocando um dedo na parte interna do punho evitando tocar na parte externa da luva e puxe da mesma forma até que saia do avesso e descarte. O segundo par de luvas estará menos contaminado e com ela faz se a higienização dos demais EPIs.

Segundo Passo: Com um borrifador que contenha desinfetante, álcool em gel 70% ou isoforme (são excelentes bactericidas) pode ser qualquer um deles, espirra em todo o avental na parte que teve contato com os materiais contaminados. Depois passar um pano ainda com as luvas em toda a roupa. Na sequência após a esterilização do avental, pode fazer a retirada adequadamente.

Terceiro Passo: Com o par de luvas que estão limpas retire a máscara pelas laterais sem tocar na parte da frente e descarte, a touca retire pela parte de trás e descarte adequadamente.

Lembrando que as roupas descartáveis tem que estar embaixo do avental para que na hora da retirada não tenha risco de contágio.

O avental não é descartável, portanto tem que  colocá-lo para secar depois de esterilizado.

Quarto Passo: Para a retirada do segundo par de luvas faz-se o mesmo procedimento da retirada do primeiro par. Após fazer higienização das mãos.

Circulação de pessoas

O profissional que trabalha dentro de um laboratório de tanatopraxia  não pode sair para outros ambientes do local, com os paramentos, cumprimentar pessoas, uma vez que seus EPIs estão contaminados. Antes de qualquer contato com outras pessoas é necessário fazer o procedimento de esterilização dos EPIs de forma correta e fazer higienização das mãos. Lembrando que não são só as gotículas que contaminam, o vírus fica vivo nos ambientes externos e superfícies por mais de 48 horas.

Nina Maluf ressalta “que todos esses cuidados são muito importantes, é uma questão de consciência social, de saúde pública, de pensar no próximo, e de ter mais empatia”, conclui.

 

 

 


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