Quem são as pessoas vulneráveis ao Covid-19?

Quem são as pessoas vulneráveis ao Covid-19?

Certeza que você já ouviu falar muito sobre o grupo de riscos ao covid-19, nas últimas semanas. Entre eles estão  os diabéticos, hipertensos, idosos, pessoas com doenças preexistentes e obesos. Porém existem outros grupos, dos vulneráveis, que são pessoas que estão mais expostas ao vírus. Como por exemplo, os profissionais da saúde, as que precisam fazer tratamento de saúde, que sofreram acidentes, que tiveram complicações por conta de alguma doença grave, entre outras situações que deixa a saúde das pessoas mais frágeis como as que precisam de doação de sangue. Segundo o Ministério da Saúde a doação de sangue não pode parar por causa da pandemia, a maioria dos hemocentros está funcionando com agendamento para evitar aglomeração.

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Segundo IBGE a Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro possui entre 180 mil a 220 mil habitantes. É considerada a maior do país. 

Outro grupo vulnerável é o de  moradores de rua porque não tem onde se abrigar e se proteger contra o vírus. O último Censo feito na cidade de São Paulo a população de rua na cidade amentou em 53% em 4 anos e chega a 24 mil pessoas. Os moradores de favelas e periferias também estão vulneráveis pela falta dos recursos básicos como a falta da água para lavar as mãos. De acordo com a Central única das Favelas – CUFA  15 milhões de pessoas moram em favelas, e elas não tem como deixar de trabalhar, por isso, continuam saindo às ruas, se expondo ao risco. Ainda segundo a CUFA o isolamento social foi completamente ignorado em algumas favelas.

As regiões Norte e Nordeste do país também são as mais atingidas pelos vírus e concentram muitos municípios que pacientes precisam viajar horas para conseguir um leito de UTI, leito e respiradores. Nesses locais muitos brasileiros não tem uma vida digna, sobrevivem sem os recursos básicos, sem água e sem esgoto. É impossível falar em lavar as mãos frequentemente onde não se tem água à vontade, o distanciamento social também fica inviável. Além disso, essas regiões têm os sistemas de saúde mais frágeis, e quando recebem um número expressivo de doentes fica difícil de atender uma demanda extra ocasionada pela grande quantidade de pacientes com covid-19. Infelizmente um estudo recente feito pela Fundação Oswaldo Cruz- Fiocruz- o número de infectados acelera ainda mais nessas regiões, consideradas áreas mais pobres.  Uma pesquisa feita pelo Instituto Votorantim para apontar os municípios que precisam de mais ajuda por conta da pandemia: considerou o índice de vulnerabilidade de várias cidades, o número da população, economia local, e a estrutura do sistema de saúde.  

Outra pesquisa realizada pela Fiocruz apontou que 7,7 milhões de brasileiros estão a mais de 4 horas de uma UTI. Amazonas, Pará, e Mato Grosso a situação é pior. Porém se não tiver um controle e o número de pessoas infectadas aumentar não terá hospital para suportar aos que irão precisar de leitos, e principalmente de UTI. Onde falta UTI e leito a preocupação é maior. Embora o coronavírus tenha chegado ao país por meio de brasileiros com maior poder aquisitivo, que estiveram na Europa e nos EUA, a doença se espalha rapidamente em regiões mais pobres.

Povo indígena também faz parte de um grupo vulnerável

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Vacinação de indígenas que vivem em Manaus durante pandemia de Covid-19 

O vírus já ameaça até aqueles que habitam em matas e isolados, os índios que vivem sem contato com outros grupos de pessoas. Pelo menos desde o mês de março cerca de 287 índios brasileiros perderam a vida em decorrência do coronavírus. De acordo com o Comitê Nacional pela Vida e Memória Indígena, foram 28 óbitos em todo o mês de abril. Já nos primeiros oito dias de junho, o número triplicou, chegando a 89 mortes. Em algumas aldeias é impossível fazer isolamento social uma vez que os índios vivem em comunidade e com vários outros índios, sem contar da inexistência de álcool em gel e sabão em algumas comunidades. Alguns caciques e pajés estão fazendo suas próprias barreiras sanitárias para se proteger. O coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Apib defende a ideia da criação de um plano emergencial para construir hospitais de campanha em territórios indígenas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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