E quando o luto vira uma doença?

E quando o luto vira uma doença?

A morte ainda é um grande tabu para a sociedade. E lidar com a perda de alguém é uma tarefa difícil.  O luto é um processo solitário, assim como vivenciar qualquer dor, e todo ser humano vai passar, é inevitável.

Apesar do luto ser muito pessoal e intransferível, todo processo tem um começo, meio e fim. As reações emocionais  são as mais diversas, quando uma pessoa perde alguém  ela pode sentir raiva, culpa, tristeza, solidão, nó na garganta, ansiedade, preocupação, descrença, alucinações. O luto também desperta reações físicas como aperto no peito, vazio no estômago, falta de ar, fraqueza, boca seca, confusão, alteração no sono e no apetite.

De acordo com a psiquiatra  Maria Fernanda existem as fases do luto, elas ocorrem com a maioria das pessoas que enfrentam o processo, porém não necessariamente todos vão vivenciar as fases ou ocorrer seguindo a ordem  que são: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

E como saber quando o luto vira doença?

Patrícia Bittencourt, psicóloga e palestrante explica que alguns autores ressaltam que até dois anos o enlutado pode sentir-se triste, ter insônia, se sentir angustiado, ter crises de choro ou ansiedade, podem vir sentimentos de culpa e raiva em alguns momentos, porém esse processo é  considerado luto normal. Quando esses sintomas passam desse tempo ou se agravam ou a pessoa nega a morte do ente querido a todo custo é necessário procurar uma ajuda médica especializada de um psicólogo e/ou um psiquiatra.

Ou seja, quando a fase natural fica intensa, mais contínua que o habitual.  Neste caso o processo do luto vira luto patológico. A psiquiatra afirma que não existe tempo certo para superar a perda de ninguém. Cada um vai validar de acordo a sua maneira. Para alguns pode demorar meses e para outros anos. O luto patológico se diferencia do luto normal quando as reações emocionais graves  desencadeadas pelo processo interfere na capacidade da pessoa ter uma vida normal. Quando elas têm dificuldades em retomar sua vida depois da perda, todos os pensamentos e atos são estritamente relacionadas a essa perda, e a partir daí começam a ter prejuízos, perdem a vontade de ir ao trabalho, de interagir com outras pessoas, de fazer atividades rotineiras, ou até mesmo apresentam comportamentos prejudiciais à saúde bem como o aumento de uso de bebidas alcoólicas ou de cigarros. O distúrbio do sono, abuso de drogas, ideação suicida, diminuição da imunidade física onde ficam mais suscetíveis a doenças que fazem parte das complicações do luto. Existem registros de aumento de doenças cardiovasculares, infartos, hipertensão no período do luto em que a pessoa possui dificuldade de seguir um tratamento.

E qual é o tipo de tratamento para o luto patológico?

Os recursos são procurar ajuda médica e psicológica para que as pessoas possam encontrar um novo sentido à vida. A psicoterapia ameniza os sintomas, de preferência procurar especialistas que lidam com a situação do luto. O objetivo da terapia é restaurar a autoconfiança, o entusiasmo. Outro objetivo importante com esse tratamento é que a pessoa reflita sobre a morte sem evocar a culpa, ansiedade ou revolta. Participar de grupos de apoio, esportes, religiões, filosofias de vida, cursos, mudanças de casa, viagens também é recomendável porque a ideia é reconstruir o sentido da vida.

 

 


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