O sentimento do luto pela perda de alguém!

O luto é um conjunto de reações a uma perda significativa, geralmente pela morte de outro ser. Esta palavra ou sentimento nunca esteve tão presentes em nossas vidas. Um inimigo invisível e silencioso trouxe o luto à tona. Todos os dias milhares de famílias mundo a fora são obrigadas a viver esta fase, a pandemia trouxe o luto para nossa porta e a vida nunca mais foi a mesma. Se formos dar nome a tantas perdas não teríamos espaço aqui para relatar. Famosos e anônimos, ricos e pobres se enfileiram numa perda sem fim. Histórias que deixam de ser escritas, talentos que deixam de ser compartilhados, famílias que ficam despedaçadas, amigos com o coração partido, e o luto se instala.

Pelas redes sociais borbulham declarações de luto, mas como estamos lidando com a dor pela perda de pessoas importantes para a nossa vida? “Somente pelo amor, o enlutado consegue tomar e carregar para si a pessoa falecida ou situação, como experiência de vida. Em vez de carregar a tristeza pela perda, deve carregar em si a alegria por reconhecer o quanto aquela pessoa contribuiu com a sua evolução e que está inserida em si”, Sirlei Theis.

Foto: Karla Shimene

Seu Edgar e dona Doroti perderam o filho com apenas 34 anos para a covid-19, em agosto de 2020. Acesse ao link no final deste artigo e leia a história na íntegra da família Zettel dos Santos.

Quando perdemos alguém, é no luto que passamos por várias etapas, a começar pela negação, principalmente em um momento como esse que vivemos, que a morte acontece repentinamente, é difícil acreditar que aconteceu; logo depois vem a raiva, revolta em relação ao vírus, à política atual e a própria pessoa que morreu por não ter adotado as medidas de segurança necessárias para não contrair a doença; ainda vem a fase da permuta, onde queríamos ter ido no lugar da pessoa que se foi;  vem também uma tristeza tão grande, que chega sufocar e depois, a ùltima fase do luto que é a aceitação, a fase onde temos que enxergar amor em tudo que aconteceu, pois este é o único jeito de ficar em paz com a perda de alguém que amamos.

Para Bert Hellinger, o criador da constelações familiares, “não viver um luto ou uma despedida nos aprisiona, procurar culpados nos faz sentir raiva, não cura, nem nos leva para uma dimensão maior, então entrar em contato com esse amor maior, nos faz entrar em contato com o luto”. Dessa perspectiva sistêmica o amor é o único sentimento que nos ajuda a passar por esse momento tão difícil, somente o amor nos possibilita entender que a perda é um processo que envolve o morto e sobreviventes em um mesmo ciclo de vida. Aqueles que ficam, precisam se encher da pessoa falecida ou da situação que provocou o luto para seguir.

Somente pelo amor, o enlutado consegue tomar e carregar para si a pessoa falecida ou situação, como experiência de vida. Em vez de carregar a tristeza pela perda, deve carregar em si a alegria por reconhecer o quanto aquela pessoa contribuiu com a sua evolução e que está inserida em si. Na família, do ponto de vista sistêmico, a não aceitação da morte pode trazer vários sintomas para aquele sistema familiar, que podem refletir inclusive em doenças, repetições de padrões ou ainda na dificuldade de viver a própria vida. A não aceitação também pode levar a brigas e rupturas familiares, pois muitas vezes no início do luto se busca um culpado para preencher o vazio que fica.

Porém, isso só vai mudar quando se aceitar que a morte é um processo natural na vida de todos nós. Buscar a paz interior é a melhor forma de passar pelo luto, é aceitar a vida como ela é e, que a morte faz parte dela. Santo Agostinho dizia: “ A felicidade consiste em aceitar com alegria o que a vida nos dá e em soltar com a mesma alegria o que a vida nos tira”. Por mais difícil que seja compreender, a morte nos mostra o valor que tem a vida, por isso, ao longo da vida devemos viver bem e cuidar das pessoas que amamos enquanto estão vivas. Isso vai facilitar um processo de luto sem culpa.

Escrito por Marita Vargas Ilário/ Pedagoga, Educadora Emocional Sistêmica e Consteladora Familiar. Atendimento terapêutico Educacional de crianças, jovens e adultos.

 

Mural da Saudade

Acesse ao link abaixo e conheça a história de Fagner Zettel dos Santos.

Link: https://www.portalvaticano.com.br/mural/10

 

Redação Vaticano


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